terça-feira, janeiro 31, 2017

Cruz Vermelha Portuguesa



Coleção completa de vinhetas do ano de 1940 dedicada aos 75 anos de existência da Cruz Vermelha Portuguesa, fundada no ano de 1865. Nas mesma podemos ver representados três reis portugueses: Dom Afonso Henriques (fundador do primeiro hospital de sangue), Dom João I (fundador do primeiro posto de socorros) e Dom Luís I (fundador da Cruz Vermelha Portuguesa).

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sexta-feira, janeiro 27, 2017

Jaba



Postal comercial antigo da Correia & Valente Lda, contendo publicidade à pasta dentífrica Jaba e as saudades de uma noiva.

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quinta-feira, janeiro 26, 2017

O Avante!

15 de Fevereiro de 1931 é a data do primeiro número do Jornal "O Avante!", órgão central do Partido Comunista Português. Estando o partido na clandestinidade desde 1927, foi o jornal publicado clandestinamente durante mais tempo em todo o mundo (1931-1974).

Nos seus primeiros anos, teve uma saída irregular, tendo a sua publicação sido interrompida e retomada várias vezes. São anos difíceis para o partido que vive uma existência muito atribulada o que se reflete na atividade do jornal. No início da década de 40, o partido sofre uma reorganização e no ano 1941 o jornal volta a sair, passando a ser publicado todos os meses e em alguns períodos quinzenalmente até ao 25 de Abril. Resume-se em 556 números e 103 suplementos a atividade do "O Avante!" desde 1931 a 1974.

O jornal era composto e impresso no interior do país, em tipografias clandestinas onde o trabalho de impressão era feito todo manualmente pelos trabalhadores. Em algumas vezes, a perseguição da PIDE resultou mesmo na morte dos tipógrafos, como no caso de José Moreira. A sua distribuição não era mais simples, sendo feita nas caixas de correio, passado entre outros papéis e livros entre estudantes ou até colocados em oliveiras no Alentejo a quando da apanha da azeitona no fim da década de 50. Muitas eram as formas de se fazer circular o jornal e comê-lo chegou a ser uma das soluções para quem estava na iminência de ser apanhado pela PIDE.

Com o 25 de Abril, o jornal saiu da clandestinidade e o primeiro número após a Revolução foi de 17 de Maio de 1974, vendendo 500 mil exemplares.

Mas são dos anos da clandestinidade, os três números do jornal que temos para venda na nossa loja: nº341 (Maio de 1964), nº342 (número especial de Maio de 1964) e nº343 (Junho de 1964).


No número de Maio de 1964, aborda-se a reunião do Comité Central, realizada em Abril, onde se discutiu e aprovou o Relatório de Álvaro Cunhal sobre "as tarefas do Partido na Revolução Democrática e Nacional". Intitulado de "Rumo à Vitória" e dividido em 14 capítulos, o relatório é apresentado nesta edição do jornal, sendo cada um dos seus capítulo resumido no mesmo. A par disto, é feita menção à comemoração do 1º de Maio, é feito um comunicado sobre a situação do Movimento Comunista Internacional e são dadas notícias sobre as lutas e greves que decorrem no país.


O número especial de Maio que saiu de seguida tem como destaque o 1º de Maio, falando das lutas e manifestações que decorreram nas comemorações, sendo destacada a manifestação de Lisboa. A greve dos pescadores do Algarve e dos estudantes também são assuntos abordados. Isto a par, da notícia da visita de Álvaro de Cunhal a Cuba por ocasião do 1º de Maio, a convite de Fidel Castro. Também a locução de Álvaro Cunhal para a Rádio Portugal Livre dirigida aos trabalhadores para participarem no 1º de Maio é transcrita neste número do jornal.


No número de Junho de 1964, é dado destaque à situação dos presos de Peniche e é abordado um dos capítulos do Relatório de Álvaro Cunhal, "A luta popular de massas motor da revolução", fazendo a ligação com uma série de lutas que estão a decorrer e que dizem ser sinal de um crescente e alargamento da luta. Também a guerra colonial, nomeadamente os combates em Moçambique, têm lugar na capa do jornal, sublinhado mais uma vez a oposição do partido à mesma. Apela-se aos soldados e marinheiros que se unam contra as forças repressivas e que se mantenham em lealdade com a luta todos os que sejam presos pela PIDE, afirmando: "não há métodos, não há violências que obriguem a falar quem o não quer fazer. É por isso que continuaremos a dizer: Na polícia só fala quem quer." É referida também a viagem de Álvaro Cunhal a Cuba, ao mesmo tempo que se dão conta de lutas em outros países, como a greve dos mineiros nas Astúrias.

Fontes:
http://www.dorl.pcp.pt/index.php/histria-do-pcp-menumarxismoleninismo-103/85-momentos-da-historia-do-pcp/207-artigos-de-85-momentos-da-historia-do-pcp/271-avante-faz-75-anos-pginas-de-uma-histria-herica
https://www.publico.pt/media/jornal/avante-jornal-do-pcp-chega-aos-70-anos-154654

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