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5 de Outubro de 1910


1º Aniversário da República Portugueza 5 de Outubro de 1911
Revolução de 5 de Outubro de 1910. Rotunda da Avenida -Barricada.
Revolução de 5 de Outubro de 1910. Rotunda da Avenida -Grupo de revoltosos.
Revolução de 5 de Outubro de 1910. Rotunda da Avenida - Jesuítas disfarçados, prisioneiros.

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Sátira política


Postais políticos de sátira política com a representação dos principais governantes europeus do início do século XX, denominados aqui, em jeito de crítica, como "os Napoleões de hoje em dia". São eles: Eduardo VII, do Reino Unido; Leopoldo II, da Bélgica; o Príncipe Consorte dos Países Baixos; Nicolau II, da Rússia; Afonso XIII, de Espanha, e Guilherme II, da Alemanha.

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O Avante!

15 de Fevereiro de 1931 é a data do primeiro número do Jornal "O Avante!", órgão central do Partido Comunista Português. Estando o partido na clandestinidade desde 1927, foi o jornal publicado clandestinamente durante mais tempo em todo o mundo (1931-1974).

Nos seus primeiros anos, teve uma saída irregular, tendo a sua publicação sido interrompida e retomada várias vezes. São anos difíceis para o partido que vive uma existência muito atribulada o que se reflete na atividade do jornal. No início da década de 40, o partido sofre uma reorganização e no ano 1941 o jornal volta a sair, passando a ser publicado todos os meses e em alguns períodos quinzenalmente até ao 25 de Abril. Resume-se em 556 números e 103 suplementos a atividade do "O Avante!" desde 1931 a 1974.

O jornal era composto e impresso no interior do país, em tipografias clandestinas onde o trabalho de impressão era feito todo manualmente pelos trabalhadores. Em algumas vezes, a perseguição da PIDE resultou mesmo na morte dos tipógrafos, como no caso de José Moreira. A sua distribuição não era mais simples, sendo feita nas caixas de correio, passado entre outros papéis e livros entre estudantes ou até colocados em oliveiras no Alentejo a quando da apanha da azeitona no fim da década de 50. Muitas eram as formas de se fazer circular o jornal e comê-lo chegou a ser uma das soluções para quem estava na iminência de ser apanhado pela PIDE.

Com o 25 de Abril, o jornal saiu da clandestinidade e o primeiro número após a Revolução foi de 17 de Maio de 1974, vendendo 500 mil exemplares.

Mas são dos anos da clandestinidade, os três números do jornal que temos para venda na nossa loja: nº341 (Maio de 1964), nº342 (número especial de Maio de 1964) e nº343 (Junho de 1964).


No número de Maio de 1964, aborda-se a reunião do Comité Central, realizada em Abril, onde se discutiu e aprovou o Relatório de Álvaro Cunhal sobre "as tarefas do Partido na Revolução Democrática e Nacional". Intitulado de "Rumo à Vitória" e dividido em 14 capítulos, o relatório é apresentado nesta edição do jornal, sendo cada um dos seus capítulo resumido no mesmo. A par disto, é feita menção à comemoração do 1º de Maio, é feito um comunicado sobre a situação do Movimento Comunista Internacional e são dadas notícias sobre as lutas e greves que decorrem no país.


O número especial de Maio que saiu de seguida tem como destaque o 1º de Maio, falando das lutas e manifestações que decorreram nas comemorações, sendo destacada a manifestação de Lisboa. A greve dos pescadores do Algarve e dos estudantes também são assuntos abordados. Isto a par, da notícia da visita de Álvaro de Cunhal a Cuba por ocasião do 1º de Maio, a convite de Fidel Castro. Também a locução de Álvaro Cunhal para a Rádio Portugal Livre dirigida aos trabalhadores para participarem no 1º de Maio é transcrita neste número do jornal.


No número de Junho de 1964, é dado destaque à situação dos presos de Peniche e é abordado um dos capítulos do Relatório de Álvaro Cunhal, "A luta popular de massas motor da revolução", fazendo a ligação com uma série de lutas que estão a decorrer e que dizem ser sinal de um crescente e alargamento da luta. Também a guerra colonial, nomeadamente os combates em Moçambique, têm lugar na capa do jornal, sublinhado mais uma vez a oposição do partido à mesma. Apela-se aos soldados e marinheiros que se unam contra as forças repressivas e que se mantenham em lealdade com a luta todos os que sejam presos pela PIDE, afirmando: "não há métodos, não há violências que obriguem a falar quem o não quer fazer. É por isso que continuaremos a dizer: Na polícia só fala quem quer." É referida também a viagem de Álvaro Cunhal a Cuba, ao mesmo tempo que se dão conta de lutas em outros países, como a greve dos mineiros nas Astúrias.

Fontes:
http://www.dorl.pcp.pt/index.php/histria-do-pcp-menumarxismoleninismo-103/85-momentos-da-historia-do-pcp/207-artigos-de-85-momentos-da-historia-do-pcp/271-avante-faz-75-anos-pginas-de-uma-histria-herica
https://www.publico.pt/media/jornal/avante-jornal-do-pcp-chega-aos-70-anos-154654

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Caricaturas da autoria de A. Callado



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Afonso Costa

Afonso Costa, advogado de sucesso e político republicano, foi uma das figuras mais influentes do Partido Republicano e um dos políticos dominantes da Primeira República Portuguesa.


Em 1979, é emitida uma série de selos dedicada aos grandes vultos do pensamento republicano, com desenho de Victor Ramos, onde surge homenageado Afonso Costa.


Foi o autor de um dos discursos mais famosos do período do fim da Monarquia em Portugal, em que ficou célebre a sua frase: "Por muito menos crimes do que os cometidos por D.Carlos I, rolou no cadafalso, em França, a cabeça de Luís XIV".

Após a implantação da República, Afonso Costa assumiu a Pasta da Justiça no Governo Provisório, chefiado por Teófilo Braga. Foi o responsável por uma reforma na área da Justiça, que se pautou por implantar os valores laicos da República e separar o Estado das Igrejas. Foram da sua responsabilidade a lei da separação do Estado das Igrejas, a expulsão dos jesuítas, a implantação do registo civil e a lei do divórcio, por exemplo. Estas reformas acabaram por contribuir para a impopularidade do regime junto da população e de setores mais conservadores do Republicanismo.

Desta forma, são vários os postais em que esta figura, que assumiu um papel dominante na política republicana, aparece satirizado, como aquele em que aparece representado como um diabo, por exemplo.


Outro postal ilustra a subida de Sidónio Pais ao poder, em 1917, através de um golpe militar em que destituiu o Governo do Partido Democrático de Afonso Costa.


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Guerra Junqueiro

Guerra Junqueiro (1850-1923), figura de grande importância no panorama cultural e literário português, foi politicamente ativo na instauração da república portuguesa.

A oposição à monarquia e à burguesia corrupta e o anticlericalismo são temas centrais da sua obra. E a mesma reflete um descontentamento com a decadência de Portugal, que sublinha ser sobretudo uma decadência moral.


Em 1951, é lançada uma série de dois selos em comemoração ao 1.º centenário do nascimento de Guerra Junqueiro. Os selos da autoria de Pedro Guedes estiveram em circulação entre 1951 e 1953.




A sua figura aparece também em postais que fazem alusão à polémica que surgiu aquando do concurso público que foi aberto em 1911 para a criação de uma nova bandeira nacional. Nos postais surge ilustrado o confronto entre o projeto de Guerra Junqueiro e o defendido por figuras do Partido Republicado, como Afonso Costa e Bernardino Machado.


No postal editado por C. Conseil de Vasconcellos, Tabacaria Africana (Porto), podemos ver a homenagem à personalidade com o último retrato do poeta.

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Postais comemorativos do 5 Outubro de 1910.







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A polémica da bandeira

Postais antigos (edição Gloria), com caricaturas alusivas à polémica que surgiu aquando do concurso público que foi aberto em 1911 para a criação de uma nova bandeira nacional. Podemos ver aqui ilustrado o confronto entre o projecto do poeta Guerra Junqueiro e o defendido por figuras do Partido Republicado, como Afonso Costa e Bernardino Machado.


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Postais de sátira política


Postais, com caricaturas de Alfredo Cândido (1906), satirizando várias personalidades do panorama político português da altura.

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Álvaro Cunhal


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Urso da Estrella

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Autolocantes políticos - 25 de Abril


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"A lagarta na couve" de Rafael Bordalo Pinheiro



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A Política: a Grande Porca, de Rafael Bordalo Pinheiro



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Itália


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Postais políticos


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Postais 1ª República "Os sete pecados mortais"





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